Paisagens longevas
abertas as feridas,
paisagens longevas
beliscam almas
de olhos castanhos,
perto as dores voam
nas alucinadas flores
com pétalas perenes,
anciãsdivisas nos
dicionários femininos,
engolem cores, despem
desenhos inteiriços, e
guardam
amores pequeninos
Constança Lucas 2012
paisagens longevas
beliscam almas
de olhos castanhos,
perto as dores voam
nas alucinadas flores
com pétalas perenes,
anciãsdivisas nos
dicionários femininos,
engolem cores, despem
desenhos inteiriços, e
guardam
amores pequeninos
Constança Lucas 2012
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esperamos - 7 de fevereiro
esperas atordoadas,
no sonhar com o mar
encostada na poltrona,
numa cidade desconhecida
dentro dos odores,
no sol a escaldar,
e as sombras diurnas
desenham luares
em fios de lã colorida
tecem cordões, e
as palavras riem
fora dos livros,
entrasse na alma
vigília amorosa,
a lua brilha, na rua
vento nome brisa
assobia os ouvidos.
encantadas as letras,
no invisível querer
esperei, não espero
faço escolhas, sei
da morte a espreitar
nas caminhadas e
rumores com horizontes
dentro das madrugadas
que não conhecem
a terra ou mesmo o rio,
vagueio em olhares,
desenho sonhos,
encostada na poltrona,
numa cidade desconhecida
dentro dos odores,
no sol a escaldar,
e as sombras diurnas
desenham luares
em fios de lã colorida
tecem cordões, e
as palavras riem
fora dos livros,
entrasse na alma
vigília amorosa,
a lua brilha, na rua
vento nome brisa
assobia os ouvidos.
encantadas as letras,
no invisível querer
esperei, não espero
faço escolhas, sei
da morte a espreitar
nas caminhadas e
rumores com horizontes
dentro das madrugadas
que não conhecem
a terra ou mesmo o rio,
vagueio em olhares,
desenho sonhos,
pego luares
Constança Lucas
Poema
deste-me ventanias
recolhi as chuvas, e
desenhei com nuvens
nossos dias
recolhi as chuvas, e
desenhei com nuvens
nossos dias
Constança Lucas 2011
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Há que esquecer ?
as palavras tocam silêncios nas
ventanias nada calmas do dia
sopram letras transformadas e
aludem dores construídas onde
peles cumprem promessas
e os rios sobem oceanos
em vagarosas paixões
Constança Lucas 2011
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nada sei do tempo
dores agudas,
atravessam cisternas
contagiam sonhos
sem exclusividade,
ecos das palavras
num mar de delírios,
desenhos na alma
diurna, noturna
livros, terra,
nada sei do tempo
atravessam cisternas
contagiam sonhos
sem exclusividade,
ecos das palavras
num mar de delírios,
desenhos na alma
diurna, noturna
livros, terra,
nada sei do tempo
Constança Lucas
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repete
repete as palavras
na paisagem
guarda nuvens,
sons, desenhos
repete os abraços
na morte do medo,
soletra sílabas, existes
repete, repete, repete
na paisagem
guarda nuvens,
sons, desenhos
repete os abraços
na morte do medo,
soletra sílabas, existes
repete, repete, repete
Constança Lucas
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medos
cabelos entrançados
habitavam canções
esperas nas melodias
novas, em sonhos
nas noites insones
conhecemos os corpos
decifrávamos os medos
Constança Lucas 2011
habitavam canções
esperas nas melodias
novas, em sonhos
nas noites insones
conhecemos os corpos
decifrávamos os medos
Constança Lucas 2011