quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

calor

linhas desenhadas em fluxos de tinta precorrem a pele, num cantar de calor ardiloso, sagazes os momentos sem fim, sem depois, sem antes

Constança Lucas

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

almas salgadas

dobramos quereres que fazem ninhos há gerações de dizeres, nas palavras solenes misturadas à azáfama do riso em turbulentas gargalhadas, soamos em unívoco como quem ama as frases desenhadas nas almas salgadas.

Constança Lucas

sábado, 25 de fevereiro de 2012

panos

corpos envoltos nos panos desenhados, ritmos gráficos nas cores do sol, cabeças esculpidas em tecidos, olhos castanhos docemente poisados no regaço pedem águas à terra

Constança Lucas 2012

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Paisagens longevas

abertas as feridas,
paisagens longevas
beliscam almas
de olhos castanhos,
perto as dores voam
nas alucinadas flores
com pétalas perenes,
anciãsdivisas nos
dicionários femininos,
engolem cores, despem
desenhos inteiriços, e
guardam
amores pequeninos

Constança Lucas 2012

domingo, 12 de fevereiro de 2012

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

esperamos - 7 de fevereiro

esperamos - 7 de fevereiro


esperas atordoadas,
no sonhar com o mar
encostada na poltrona,
numa cidade desconhecida
dentro dos odores,
no sol a escaldar,
e as sombras diurnas
desenham luares
em fios de lã colorida
tecem cordões, e
as palavras riem
fora dos livros,
entrasse na alma
vigília amorosa,
a lua brilha, na rua
vento nome brisa
assobia os ouvidos.
encantadas as letras,
no invisível querer
esperei, não espero
faço escolhas, sei
da morte a espreitar
nas caminhadas  e
rumores com horizontes
dentro das madrugadas
que não conhecem
a terra ou mesmo o rio,
vagueio em olhares,
desenho sonhos,
pego luares

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

esperamos - 6 de fevereiro


esperamos por nós
atordoados, antes
sonhei com o mar
encostada na poltrona,
numa cidade desconhecida
dentro de odores e
era o sol a escaldar,
as sombras diurnas
desenham luares
em fios de lã colorida
tecemos milhares de cordões,
as palavras riem
fora dos livros,
entraste-me na alma
vigília amorosa,
a lua brilha, na rua
vento nome brisa
assobia aos ouvidos
encantada levo letras,
no invisível querer
esperei, espero
as não escolhas
e a morte espreita
nas caminhadas  e
rumores com horizontes
dentro das madrugadas
que não conhecem
a terra ou mesmo o rio,
vagueio em olhares,
desenho sonhos,
e,

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

esperamos

esperamos por nós
atordoados, antes
sonhei que ouvia o mar
encostada na poltrona
na cidade desconhecida
dentro,  odores
era o sol a escaldar,
sombra diurna
desenha sem fim
fios de lã colorida
tece milhares de cordões,
as palavras riem
fora dos livros,
entraste-me na alma
vigília amorosa,
a lua brilha, na rua
vento nome brisa
assobia aos ouvidos
encantada
levo letras,
no invisível querer
esperei, espero
as não escolhas
e a morte espreita
as caminhadas
rumores com horizontes
dentro das madrugadas
que não conhecem
a terra ou mesmo o rio,
vagueio em olhares,
desenho sonhos


Constança Lucas 2012