"Desde a sua abertura ao público em 1998, para o Museu têm convergido os espólios de centenas de intérpretes, autores, compositores, músicos, construtores de instrumentos, estudiosos e investigadores, artistas profissionais e amadores, em suma, de centenas de personalidades que testemunharam e construíram a história do Fado e que não hesitaram em ceder-nos os testemunhos do seu património afectivo e memorial para a construção de um projecto comum. "
nas pedras desenho os desejos, as delicadezas desmoronam nas convulsões de palavras soletradas, são os muros do cotidiano a cantarem alto, nas experiências oníricas deixo-me levar, cantem, cantem as palavras mais doces para voltar a acreditar
As palavras desenham caminhos onde trilhas delicadas são construídas a cada leitura partilhada. Na força das frases e na lembrança do esquecimento, aninhamos nossas vontades oníricas.
águas resvalam pela rua, as chuvas atordoam os caminhantes, as palavras encharcadas de lágrimas - dissolvem-se, as costas ardem com o veneno da picada anónima, fecho os olhos e desenho em mim nuvens.
Editora Formato Ano:2011 Número de páginas: 24 ISBN: 978-85-7208-748-3 Preço: R$28,90 Formato: 23 x 30,5 cm Dia 23 de novembro de 2011, quarta-feira, às 19h30 Local: Livraria SARAIVA Shopping Iguatemi Av. Brigadeiro Faria Lima, 2.232 - Piso Faria Lima Jardim Paulistano - São Paulo - SP
Novembro de frio, o sol sorri tímido - desenho nos vidros embaciados, flores, casas, montanhas, mares, bichos, caretas, folhas, carumas e letras. Novembro de calor, o sol canta - desenho nos cadernos, letras, frascos, chávenas, árvores, rostos, animais, cidades, marés e pedras. Novembros desenhados a intentar ritmos e rituais na minha alma perguntadeira.
dedilha as almas, desenha sons a rufar no peito com batucadas amorosas, rasga caminhos, constrói sonoridades nas memórias saudosas, inventadas, secretas e vivazes - a guitarra portuguesa é rizoma da minha existência – abraça-me o corpo, canta e desenha no sal da nossa voz.
despenteados pelo vento à beira do oceano, abraçamos vontades nesse imenso mar inventado que com sal desenha as nossas peles, nas rimas sem cadência e no sonho perene onde as palavras são esconderijos, aflições e alegrias de quem as quer
o silêncio desenha caminhos, desliza por fios de seda suicidas, nos sonhos sedentos, nos ecos evaporados, no deserto, no coração encolhido que lambe as sílabas, balbucia desejos e desenha palavras nos corpos.