terça-feira, 13 de setembro de 2011

Exposição Arte Postal - Os Livros

Zhô e Maninha no Alpharrabio - foto de Constança Lucas

Alpharrabio Livraria e Centro Cultural
http://www.alpharrabio.com.br

Abertura  dia  17 de setembro, 2011,
 sábado, das 10 horas às 16 horas

17 de setembro a 15 de outubro de 2011
Rua Eduardo Monteiro, 151 - Jd. Bela Vista
Santo André - SP – Brasil
Telefone: (11) 4438.4358
alpharrabio@alpharrabio.com.br

Horários de visitação a partir do dia 19 de setembro até 15 de outubro de 2011:
 de segunda a sexta, das 13 às 19 horas
sábado, das 9:30 às 13:00 horas
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Blog Arte Postal - Os Livros

sábado, 10 de setembro de 2011

Prosinha desenhada: melisma

no fado que é dado a alguns saber cantar, dança a voz em muitas notas para uma sílaba só, ornamentos melódicos com os poemas, fado que nos habita, ouvimos as vozes, com elas moramos, amamos mais longe, lamentamos o desconhecido, abraçamos docemente o bem querer do ser vivido, gostamos do fado para inventarmos amores e neles nos perdermos mares adentro, com as melismas a desenharem nossos sonhos

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Prosinha desenhada: pedras

qual foi o dia e eu não me perdi na sonoridade das letras esquecidas ? -  nada é nas pedras das memórias - nos pés descalços sobre calcários desenhados numa longa conversa imaginada - tragam de volta o vento que leva as cantigas ao horizonte - caminhemos com pedras nos bolsos para não esquecermos os afetos quebrados.

Constança Lucas

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Prosinha desenhada: canto

nas sombras dos dias acariciados pelos ventos de linhas aguçadas, estremecem as canções internas -  os corpos esquecem o seu próprio canto, vozes passageiras cantam o nome desenhado e soletrado até amanhecer

Constança Lucas 2011

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Prosinha desenhada: fado

O fado é o lamento das ausências, desenhadas nas almas, nos poemas cantados, nas noites, nos amores adiados ou mortos - onde cada letra sorve as sílabas das vidas sonhadas ou desaparecidas - no mar o sal abraça as gargantas ao saber das lágrimas internas entoadas letra a letra num amar chamado fado.

Constança Lucas 2011