domingo, 26 de dezembro de 2010
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
O meu trabalho na Revista Imaginário Poético
"Constança gentilmente cedeu suas imagens para apresentação no imaginário, mas são tantas e tão instigantes e belas que se torna difícil fazer uma seleção justa, isto é, na justa medida para se traçar um retrato, um instantâneo da produção visual e poética desta artista profícua. Sendo assim, escolhi algumas imagens que ilustram nosso post, mas deixo aqui os vários ..."
... texto de Dana Paulinelli
in http://www.imaginariopoetico.com.br/2010/12/poetas-na-rede-constanca-lucas.html
Esperança
Comecei dezenas de vezes
não que não soubesse contar,
as palavras nos caminhos
de ouvidos e olhos dispersos,
voltadas para o rio,
treinei o esquecimento
nas sílabas sem resposta,
apaguei os jornais por dias
fiquei sonâmbula por meses
sem saber quantas almas
em mim viviam, sem calma
nas minhas paisagens
as que mais sonhei ou desejei
inventadas por anos
sem saber o que sentir
vou lendo as cartas dos mistérios,
nunca nada tem sentido,
crio-os por dentro e solto-os
os sonhos, existem na vida
a correr dentro de mim
como as águas procuram o mar
no desenho de quem respira
no vento adormecido
que nos leva no sono,
nem sempre somos iguais
ao nosso canto, por isso
comecei dezenas de vezes
a adormecer no colo
da esperança
poema de Constança Lucas
... texto de Dana Paulinelli
in http://www.imaginariopoetico.com.br/2010/12/poetas-na-rede-constanca-lucas.html
Esperança
Comecei dezenas de vezes
não que não soubesse contar,
as palavras nos caminhos
de ouvidos e olhos dispersos,
voltadas para o rio,
treinei o esquecimento
nas sílabas sem resposta,
apaguei os jornais por dias
fiquei sonâmbula por meses
sem saber quantas almas
em mim viviam, sem calma
nas minhas paisagens
as que mais sonhei ou desejei
inventadas por anos
sem saber o que sentir
vou lendo as cartas dos mistérios,
nunca nada tem sentido,
crio-os por dentro e solto-os
os sonhos, existem na vida
a correr dentro de mim
como as águas procuram o mar
no desenho de quem respira
no vento adormecido
que nos leva no sono,
nem sempre somos iguais
ao nosso canto, por isso
comecei dezenas de vezes
a adormecer no colo
da esperança
poema de Constança Lucas
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
corpo
o paladar da alma derrama
nas palavras deportadas
cada osso do esqueleto,
e as mãos, ai as mãos
nos corpos de verão,
as nuvens vão altas
são as chuvas torrentes
lábios pedem lábios,
àgua e terra abraçam
sonhos sem silêncio, no sol
Constança Lucas, 2010
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
domingo, 5 de dezembro de 2010
Prosinha desenhada: repetição
falar das areias jogadas, no mar salgado em correrias, o nadar atordoado, o acordeão, as imitações e os cantares, os amores trocados, as palavras incertas, a memória de estar, é preciso falar de quem morre, a repetição é o que desenha a vida
sábado, 4 de dezembro de 2010
Prosinha desenhada: alma
à beira dos desejos nos corpos desenhados, depois de viver cinco décadas desenho em mim os sons, cheiros e toques da pele na alma e guardo para sempre os prazeres da voz, nas palavras entoadas num mar que vive desenhado no meu querer e nesta quase certeza que a alma é horizonte.
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
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