domingo, 21 de novembro de 2010

Prosinha desenhada: resgatar

resgato as vontades do desenho por dentro, nas frases que não têm som, se ao menos soubesse as cores   desses silêncios ácidos,  e na ternura das vogais abraço as palavras ditas numa melodia de ilusões teimosas, na amizade inventada teimo em dizer à alma os desenhos dos dias longos de verão

domingo, 7 de novembro de 2010

Já não sei, como sempre nada sei

Danças internas nas palavras onde
crescem sonoras invasões, padecem lutos,
nas pedras desaparecidas, os pés
descalços e doloridos pelo canto
deixado no não mais crer,
seriamos leves e eternos ao nadar,
em mares salgados, sonhos docemente
apagados, redesenhados na memória
amanhã saberíamos melhor, apenas
como sempre nada sei

Constança Lucas 2010