Danças internas nas palavras onde
crescem sonoras invasões, padecem lutos,
nas pedras desaparecidas, os pés
descalços e doloridos pelo canto
deixado no não mais crer,
seriamos leves e eternos ao nadar,
em mares salgados, sonhos docemente
apagados, redesenhados na memória
amanhã saberíamos melhor, apenas
como sempre nada sei
Constança Lucas 2010