quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Celacanto 3

Criativos pela Natureza


(Regulamento do 3º Celacanto)




Estão à procura de criativos com paixão pela natureza para participar no Celacanto nº3 - Ecozine pelo Golfinho.

Tudo o que precisam de saber esta disponível aqui.


Participem - Divulguem !!!

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Prosinha desenhada: cadernos

desenhos nos cadernos dos dias que se prolongam pelas noites cheias de letras soltas nos sonhos que entretanto nos invadem o sono, os esses discutem com os estes e os traços seguem numa corrida desenfreada de afetos fugidios, desenhados em repentes

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Camané - novo CD "Do amor e dos dias"

http://tv1.rtp.pt/antena1/index.php?t=Disco-A1-Do-Amor-e-dos-Dias-Camane.rtp&article=2215&visual=10&tm=2&headline=14


“Do Amor e dos Dias” contou com a produção, arranjos e direcção musical de José Mário Branco. O instrumental ficou a cargo de José Manuel Neto (guitarra portuguesa), Carlos Manuel Proença (viola) e Carlos Bica (contrabaixo).

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Exposição de Fernando Pessoa no Museu da Língua Portuguesa

"Tudo vale a pena se a alma não é pequena"
Visitando esta exposição pareceu-me ter sido pensada para as escolas de ensino fundamental.
Fazem uso interessante de alguns recursos digitais para a leitura de poemas dos vários poetas
que foi Fernando Pessoa.


http://www.visitefernandopessoa.org.br/fernando-pessoa.html#pic7
A exposição está em cartaz na sala de exposições temporárias do Museu da Língua Portuguesa
De 24 de agosto de 2010 até 30 de janeiro de 2011
De terça a domingo, das 10 às 18h
Museu da Língua Portuguesa
Praça da Luz, s/nº, Centro – São Paulo

não tem folder
não tem catálogo

domingo, 19 de setembro de 2010

Prosinha desenhada: ecos

a luz entra pelas frestas da janela e desenha os ecos das formas, deparo-me a querer o eco das palavras e nos desenhos encontro os sonhos das sílabas dançantes da casa construída num peito ofegante, cada desenho saí com seu fôlego, percorre todas as veias dos desejos.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Prosinha desenhada: nove doçuras

desenho as folhas de um abacateiro que brotou de um caroço/semente, vive à janela e as folhas giram para a luz, é vizinho de um pote de vidro transparente cheio de lápis coloridos, encostado a uma plantinha, a Náná sorri na sua manta lilás, sabemos do caos e apenas nos importam os pequenos nadas, desenhados pela invenção de almas inquietas num rodopiar de letras que formam coletivos amorosos.

sábado, 4 de setembro de 2010

Clarice Lispector e seu cão Dilermando


“Desse Dilermando eu teria muito a contar. Nossas relações eram tão estreitas, sua sensibilidade estava de tal modo ligada à minha que ele pressentia e senti minhas dificuldades.Quando eu estava escrevendo à máquina, ele ficava meio deitado ao meu lado, exatamente como a figura da esfinge, dormitando. Se eu parava de bater por ter encontrado um obstáculo e ficava muito desanimada, ele imediatamente abria os olhos, levantava alto a cabeça, olhava-me, com uma das orelhas de pé, esperando. Quando eu resolvia o problema e continuava a escrever, ele se acomodava de novo na sua sonolência povoada de que sonhos — porque cachorro sonha, eu vi. Nenhum ser humano me deu jamais a sensação de ser tão totalmente amada como fui amada sem restrições por esse cão.”  

" Ter bicho é uma experiência vital. E quem não conviveu com um animal falta um certo tipo de intuição do mundo vivo."

 escrito na Itália em 1946 por Clarice Lispector, pag.149 
Aprendendo a Viver, editora Rocco, 2004

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Prosinha desenhada: Cidades

As cidades são invenções, cada esquina é por nós desenhada, nas árvores em que nos revemos ou nas que nunca havíamos encontrado, nas pedras soltas ou calcetadas meticulosamente por mãos distantes, nos prédios assombrados ou frondosos, nos azulejos que contam histórias, nas janelas altas e recortadas, nas portas sinuosas e vaidosas da sua importância cotidiana, nos bancos da praça recuperada onde descansam rostos atentos ao passar dos caminhantes por baixo de um céu azul iluminado num dia de sol a pino.