Artista faz uma releitura da mostra de 1973, realizada no mesmo Masp, da qual manteve o nome: “a noite, no quarto de cima, o cruzeiro do sul, lat. sul 23º32’36”, long.w.gr. 46º37’59”. 

Na abertura, marcada para esta quinta-feira (1º de julho),

 será lançada publicação com 20 imagens, algumas inéditas.


Um caminhante que circula pela cidade de São Paulo, atento a todos os detalhes, colhendo referências e registrando suas impressões sobre lugares e figuras em pinturas, colagens e gravuras. Com esta temática e um conjunto de obras que revisita a sua série intitulada “a noite, no quarto de cima, o cruzeiro do sul, lat. sul 23º32’36”, long.w.gr. 46º37’59”, o desenhista, pintor e gravador Evandro Carlos Jardim expõe no Masp – Museu de Arte de São Paulo (Av. Paulista, 1.578), até 22 de agosto, cerca de 250 trabalhos. Em parceria com a Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, Evandro produziu para a abertura da mostra, marcada para quinta-feira, 1º de julho, às 19 horas, uma plaquete (pequeno livro, de 26 páginas) com 20 imagens, impressa em dois tons de preto.

Com projeto gráfico do fotógrafo João Luiz Musa, a publicação reproduz algumas imagens expostas e outras gravuras inéditas produzidas pelo artista – entre essas, duas da Pinacoteca do Estado, sede anterior da Escola de Belas Artes e onde Jardim estudou. Para este trabalho, Jardim criou múltiplas possibilidades de leitura e de associação entre as imagens próximas e distantes como forma de explorar os mesmos lugares da cidade de São Paulo e seus arredores.

Já a exposição pode ser considerada uma releitura da mostra que Evandro produziu em 1973 e expôs no mesmo Masp, com curadoria de Pietro Maria Bardi. A atual tem curadoria do artista Luiz Armando Bagolin e reúne desenhos, gravuras, pinturas, fotografias, cadernos de anotações e objetos feitos ao longo destes 37 anos, pertencentes à coleção do artista e de coleções particulares. Algumas obras produzidas para a época estarão expostas, junto com outras do mesmo tema, “revistas” pelo artista.

Os textos assinados por Pietro Maria Bardi e Antonio Maluf para o catálogo da exposição de 1973 foram reeditados e “dialogam” com o atual, de Luiz Armando Bagolin. "