terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Prosinha desenhada: debruço-me sobre as palavras

Desvendo nos livros secretos as gotas de tinta nas águas, dançantes, curvas abraçadas, as palavras formam letras nos sonhos onde moramos, nas tantas ruas onde vivemos sem termos verdades.

Trovante - Saudade

Trovante - perdidamente

Florbela Espanca


Ser Poeta

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e cetim…
É condensar o mundo num só grito!
E é amar-te, assim, perdidamente…

É seres alma e sangue e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!


(Florbela Espanca, «Charneca em Flor», in «Poesia Completa»)
http://www.citi.pt/cultura/literatura/poesia/florbela_espanca/ser_poeta.html

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

O poeta Carlos Drummond de Andrade ganhou um parafuso na testa


Os óculos do poeta são especiais demais e já foram tirados/roubados da sua escultura sete vezes, assim resolveram colocá-los aparafusados à sua testa.
Logo ele que tinha "parafusos" tão, mas tão diferentes e excelentes.

Fotografia tirada do site http://www.overmundo.com.br
a escultura está na linda praia de copacabana no rio de janeiro desde 2002



terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Prosinha desenhada: Verão

uma fresta de luz olha a lânguida Náná, luz doce nas nossas constelações, nas ondulações dos sonhos guardados adivinho os desejos do meu gosto por poemas longos com palavras sempre em movimento, nunca conheço uma palavra completamente, tenho de as desenhar profusamente e com elas cantar o verão mais cintilante

Constança Lucas / 2009

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Desenhos e Esculturas de Victor Brecheret





Imagens tiradas do site: http://www.artepadilla.com.br/brecheret/index-2.html


Exposição: “A Arte Indígena de Victor Brecheret”
Local: CAIXA Cultural - Edifício Sé - Praça da sé, 111 – Galeria Michelon - São Paulo (SP)
Datas para visitação: 05 de novembro de 2009 a 10 de janeiro de 2010
Horários: Terça-feira a domingo, das 9h às 21h
Entrada: franca
Recomendação etária: livre
Visitas monitoradas para grupos, agendamento e informações: (11) 3321-4400
http://www1.caixa.gov.br/imprensa/imprensa_release.asp?codigo=6610380&tipo_noticia=0
"Sobre Victor Brecheret

Italiano de nascença, o escultor se considerava um brasileiro. Em 1912, já no Brasil, freqüentou o Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo. No ano seguinte, voltou à Itália, para estudar escultura com Arturo Dazzi. Em 1915, abriu seu primeiro ateliê, na capital italiana. Nesta fase, sofreu influência dos renascentistas, do impressionista Rodin e de Mestrovic. Depois de seis anos na Itália, voltou para o Brasil impregnado com as ideias da escultura moderna. Depois de passar um tempo em Paris, voltou para o Brasil e participou da Semana de Arte Moderna de 22, ao lado dos amigos Oswald e Mário de Andrade e Di Cavalcanti.

Foi premiado no Salão da Sociedade dos Artistas Franceses, em 1925. Dedicou-se a obras abstratas nos anos 30. Em 36, começou a trabalhar no monumento que lhe deu visibilidade e ao qual dedicou boa parte da carreira: o Monumento às Bandeiras, próximo ao Parque do Ibirapuera. No final dos anos 40, começou a trabalhar com temas nacionais e indígenas e com formas mais orgânicas e essenciais.

Brecheret participou das XXV e XXVI Bienais de Veneza (1950 e 1952) e das I, III e IV Bienais de São Paulo. Na Bienal de 1951, recebeu o prêmio de Melhor Escultor Nacional. Morreu em 1955, em São Paulo."
Esta exposição está muito muito boa, os desenhos e as esculturas de pedras roladas são especiais, gostei imenso de ver esta exposição. Não percam!!!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

exposição: Casa de Poesias - poemas visuais de Constança Lucas



Casa de Poesias Poemas Visuais de Constança Lucas

até o dia 18 de dezembro de 2009 no Parque da Água Branca

São Paulo -SP

A transparência como caminho de leituras múltiplas, poemas visuais, colocados nos vidros, para serem vistos / lidos por dentro e por fora da casa de vidro.


Transformando o espaço expositivo numa Casa de Poesias - poesia desenhada como palavra e desenhada como imagem. Todos os poemas visuais desta proposta artística são receptáculos.

Receptáculo local que acolhe, guarda, abriga, recolhe...

O frasco e a chávena são objetos com discursos próprios, cujas formas desenho de memória a partir do meu repertório como observadora desses objetos presentes no cotidiano privado e público da maioria das pessoas. Tenho em consideração as qualidades plásticas e gráficas da linha na construção do desenho de cada um deles. Crio sintaxes gráficas e poéticas sobre experiências visuais e espirituais.

Os desenhos dos receptáculos e os desenhos das palavras fundem-se e formam os poemas visuais.

Constança Lucas, dezembro de 2009

Casa de Poesias - poemas visuais de Constança Lucas

No mapa da artes : http://www.mapadasartes.com.br/listann.php?pid=12942

"PARQUE DA ÁGUA BRANCA
  • A exposição Casa de Poesias - Poemas Visuais de Constança Lucas apresenta poemas visuais (poesia desenhada como palavra e desenhada como imagem) nos vidros da “casa de vidro” do parque, trabalhos que podem ser lidos por dentro e por fora do espaço (até 18/12/09). »
Água Branca: av. Francisco Matarazzo, 455, tel. (11) 3865-4130.
Diariamente, 6h/18h. "

http://www.parqueaguabranca.sp.gov.br/ver mapa

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009