
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Paisagens Portuguesas - poema de Constança Lucas
Ouvir as raízes dos sentidos
Vontade telúrica do mar salgado
Com as palavras escritas na pele
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
domingo, 15 de novembro de 2009
sábado, 14 de novembro de 2009
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Nas conchas
desenhadas nas areias
onde corpos esperam
hastes de papoilas e girassóis
nas cores do sonhado, depois
cantares e desejos sonoros
contrários aos pensares
de quem usa o dicionário dos mitos
porque em nós a cor percorre nossas veias
como se soubéssemos as palavras
que finalmente nos libertam
Constança Lucas 2009
terça-feira, 10 de novembro de 2009
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
domingo, 8 de novembro de 2009
sábado, 7 de novembro de 2009
A minha morada maior é o desenho
enlaço as linhas nos dias,
devoramos noites e sonhos,
por calçadas de calcário
que nos levam ao mar,
cheio de palavras sinuosas pelos
caminhos de água doce e salgada
trazem a mim aquedutos e viadutos,
mortes inventadas para a vida
iniciada todas as manhãs
nas guitarras portuguesas
que tocam os quereres sonoros
com vozes a cantarem
docemente no hemisfério sul
desenho mapas de geografias
criadas para uma paz de partilha,
linhas transformadas em rostos
habitantes das sílabas nos horizontes
que fluem pelo papel em cantigas
escritas para nos reconhecermos
nos corpos e nas chamas que o vento
teima em mudar o caminho,
desenho os cabelos como quem
penteia ternuras ao entardecer,
traço linhas a vagarem por nuvens
que teimam em nos mostrar
mudanças a cada olhar,
em mim escrevo longas palavras,
oiço o ardor da terra pelo corpo
num desejo incandescente,
com a respiração atordoada
nos tempos de ontem e amanhã
desenho as memórias inventadas
Constança Lucas, novembro de 2009
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
"O SENTIDO BREVE DAS PALAVRAS" de Jorge Fragoso
O Lugar Pantemporâneo está situado na Av. 9 de Julho, 3.653 - Jardins, São Paulo - SP - a 50 metros da Rua Estados Unidos (vide http://www.pantemporaneo.com.br/).
Na ocasião, haverá um espetáculo teatral e poético pela atriz Patrícia Rizzo, baseado nos poemas de Jorge Fragoso, mais um recital de poesia, com as participações de Dalila Teles Veras, Constança Lucas e Flora Figueiredo .
O livro "O sentido breve das palavras", com capa e ilustração de Valdir Rocha, será distribuído gratuitamente às pessoas que comparecerem ao evento, que também tem entrada franca. Fora de mercado, a obra se destina a leitores de poesia, bibliotecas públicas e entidades culturais.
Jorge Fragoso nasceu em Beira, Moçambique, em 1956, e é licenciado em Filosofia, editor, membro da Oficina de Poesia da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra s palavras”.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Não peço ao mundo que me aceite
Poema de Constança Lucas
Não peço ao mundo que me aceite
apenas quero que me amem
não todas as pessoas, nem sempre
neste caminho
aprender a ser mulher cada dia
num fazer permanente
em quereres próprios
deixar as foleirices de lado
saber que ao assim ser
as horas são mais quentes
os dias mais intensos
as paixões possíveis
poder rir com quem sabe rir
das palavras entendidas
umas ditas e outras imaginadas
nestes sorrisos que valem a pena
nestas passagens a pensar
o que será ser mulher
depois de menina
Mulher será saber-se
a si mesma como ser
e ao mundo esquecer
porque ele não nos quer sabedoras
sabermos é podermos
podermos é liberdade
esta liberdade que tanto amo
e o mundo tanto poda
Mulher é conhecer o seu corpo
dele fazer os prazeres
construir as opções
recriar os carinhos
dividir-se em delírios
consciente das partilhas
Mulher é ser parceira
de trabalhos e dores
das chuvas em águas
fora de hora
Mulher é trabalhar
no que melhor quer
é lutar por ter opções
é querer
© Constança Lucas 2000










